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Como está o nível de felicidade da humanidade em 2022?


Pandemia, mudanças climáticas e conflitos que podem escalar para uma Terceira Guerra Mundial. Se muitas ameaças afetam toda a humanidade, veja porque alguns países têm uma avaliação de felicidade melhor que outros.


Este mapa (amplie) foi criado a partir de dados do World Happiness Report para mostrar as pontuações médias de felicidade em 146 países. A média das pontuações é de 2019 a 2021 e mostra quais países são mais felizes e outros mais infelizes. E o porquê.


Em todo o mundo, a pontuação média é de 5,6, uma ligeira melhoria desde o relatório do ano passado. Vamos dar uma pincelada sobre alguns países, mas recomendamos uma lida no relatório completo.


Finlândia. O País mais feliz do mundo pelo quinto ano consecutivo.


Enquanto a média global da Europa está em 6,5, a Finlândia está em primeiro lugar do mundo, com nota 7,8, e entre os 10 países mais felizes da Escandinávia. Dinamarca segue em segundo lugar. A felicidade na Europa é 13,8% maior que no resto do mundo. O País menos feliz da Europa é a Ucrânia, com nota 5,1. Note que a pesquisa foi feita antes dos ataques russos, mas os rumos políticos e econômicos que culminaram na invasão já eram percebidos desde 2014.


Apesar de seus longos invernos e da fama dos seus habitantes, considerados pouco expansivos, a Finlândia goza de um padrão de vida muito elevado, serviços públicos eficientes, e muitas florestas e lagos. O país também está muito bem posicionado em termos de solidariedade e na luta contra a pobreza e as desigualdades.


As medidas da Finlândia podem ser questionáveis por alguns, mas deve-se levar em conta que as políticas sociais têm impacto diferente em cada sociedade, conforme seu grau de avanço civilizatório.


O país mais infeliz do mundo é o Afeganistão


É bastante óbvia a razão. Muito embora o continente africano tenha uma média de felicidade menor que o conjunto oriente médio - ásia central, (5,3 contra 4,5), o Afeganistão, com nota 2,44, tem sido assolado por guerras e a recente tomada de poder pelo Talibã, depois de 20 anos de ocupação militar dos Estados Unidos.


Anos de corrupção desenfreada, pobreza crescente, falta de empregos, aumento de pessoas abaixo da linha da pobreza e desenvolvimento irregular combinados criam uma agitação avassaladora, disse o analista Nasratullah Haqpal.


O conjunto oriente médio - ásia central tem felicidade média 5,7% menor que a média mundial, enquanto a África tem uma média de felicidade 24,4% menor que o resto do mundo.


Nos últimos dois anos, o Líbano lida com uma série de crises. Em 2020, o COVID-19 estimulou uma crise econômica que foi classificada como uma das 10 principais crises econômicas mais graves desde meados do século XIX.


A América do Sul e o Brasil


O Uruguai mantém seu primeiro lugar como o país mais feliz da América do Sul com nota 6,5. Continua no topo da lista devido a sua alta renda per capita, níveis relativamente baixos de pobreza e classe média forte. O Brasil está logo abaixo, em segundo lugar, com nota 6,2.


A América do Sul tem nível de felicidade 5,8, sendo 3,4% maior que o resto do mundo. Puxado para baixo pela Venezuela, que é o país mais infeliz (também por razões óbvias), com 4,9%.


Mesmo com a iminência dos conflitos na Ucrânia, a Venezuela ainda estava em um nível de felicidade inferior. É interessante observar que nas autocracias, o nível de felicidade é sempre mais baixo, como no caso da China, com 5,6 (que coincide com a média global, provavelmente puxando o mundo todo para próximo desse número, devido a sua densidade populacional), Rússia 5,5, Turquia 4,7 e Irã com 4,9.


Mas a pobreza é a grande causa de infelicidade. Mais que autocracias e guerras.


Com uma pontuação regional de 4,5, a África é a região mais infeliz do mundo. O Zimbábue continua sendo o país mais infeliz da região, pois continua lutando contra altos níveis de pobreza. Em 2021, cerca de 6,1 milhões de pessoas viviam abaixo da linha de pobreza internacional.


A Índia ainda tem níveis de felicidades menores que a média da África, com nota 3,8.


Soluções para o mundo


Esta pesquisa foi feita com milhares de pessoas medindo o bem-estar subjetivo, a partir da metodologia da Escada de Cantril, que avaliou aspectos como:


  • Suporte social

  • Expectativa de vida

  • Liberdade para fazer escolhas de vida

  • Generosidade

  • PIB per capita

  • Percepções de corrupção

  • Efeitos positivos e negativos

Acreditamos que o empreendedorismo, o trabalho e a renda podem provocar, senão aumento da felicidade, ao menos a redução da infelicidade. Apesar de reclamarmos muito do Brasil, é preciso perceber que ainda estamos acima da média global de felicidade, com espaço ainda maior para crescer. Para isso, além de políticas públicas eficazes, cada um deve fazer sua parte no sentido de construir uma sociedade mais feliz, e também contribuir para felicidade geral no mundo.


O empreendedorismo aumenta a independência do indivíduo, aumenta o PIB per Capita gerando riquezas, e por consequência aumenta a oferta de empregos, que estimula maior expectativa de vida com o aumento da renda. Pessoas com melhor renda aumentam seus níveis de educação, sendo mais exigentes com a escolha daqueles que administram o Estado. Daí retroalimentamos o círculo virtuoso.


E fazemos nosso convite para que você conheça a plataforma Kolabe, que estimula a solidariedade e a geração de renda no Brasil. É nossa contribuição para ajudar a melhorar o mundo e queremos que você faça parte.


Créditos

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